Brasil só voltará a crescer no segundo semestre de 2017, estima CNI

Indústria prevê que o PIB do país crescerá apenas 0,5% no próximo ano. O PIB industrial, depois de três anos consecutivos de queda, terá alta de 1,3%. Mas isso depende do ajuste fiscal, da reforma da Previdência e de medidas que facilitem os negócios.

A economia brasileira começará a se recuperar lentamente em 2017. O Produto Interno Bruto (PIB) do país crescerá 0,5%, a indústria terá expansão de 1,3% e os investimentos aumentarão 2,3%, em um cenário de elevado desemprego e baixo consumo. As previsões são da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Além do desequilíbrio das contas públicas, a CNI lembra que a alta ociosidade do parque industrial e as dificuldades financeiras das famílias e das empresas adiarão a retomada do crescimento para o segundo semestre. “A expectativa da indústria é que o governo acelere as reformas estruturais e restabeleça o equilíbrio da economia, abrindo o caminho para o país crescer de forma sustentada”, diz o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

A solução da grave crise fiscal e a adoção de medidas que melhorem o ambiente de negócios e a ajudem a resgatar a competitividade das empresas são os principais desafios do Brasil para o próximo ano. A aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que estabelece limites para a expansão dos gastos públicos da União foi um avanço na busca pelo equilíbrio fiscal. Mas a medida deve ser estendida aos estados e municípios e complementada com a reforma da Previdência. “As regras atuais do regime previdenciário brasileiro – tanto no setor privado, como no caso dos servidores públicos – são incompatíveis com a dinâmica demográfica. Sem alterações profundas nas regras de elegibilidade aos benefícios, o sistema não é sustentável”, afirma o Informe Conjuntural.

Notícia veiculada no site da Agência de Notícias CNI. Clique aqui para ver a matéria completa.

 

 

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